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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Budismo


Introdução ao Budismo

Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.

O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai, era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula.

História do Budismo

Aos 29 anos, resolveu sair de casa, e chocado com a doença, com a velhice e a com morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia.

Prática de Fé do Budismo

O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também creêm na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda:

A existência implica a dor -- O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos.

A origem da dor é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento.

O fim da dor -- só é possível com o fim do desejo.

A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos:

Compreensão correta: a pessoa deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.

Pensamento correto: A pessoa deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.

Linguagem correta: A pessoa não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.

Comportamento correto: A pessoa não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.

Modo de vida correto: O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém.

Esforço correto: A pessoa deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.

Desígnio correto: A pessoa deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.

Meditação correta: Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, a pessoa deve entrar nos quatro gráus da meditação, que são produzidos pela concentração.

Missões do Budismo

Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273 a.C., ficou tão impressionado com os ensinos de Buda, que enviou missionários para todo o subcontinente indiano, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Coréia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. A tradicional, ensinado na India, é chamado de Teravada.

O Budismo Teravada possui três grupos de escrituras consideradas sagradas, conhecidas como “Os Três Cestos” ou Tripitaka:

  •     O primeiro, Vinaya Pitaka (Cesto da Disciplina), contêm regras para a alta classe.
  •     O segundo, Sutta Pitaka (Cesto do Ensino), contêm os ensinos de Buda.
  •     O terceiro, Abidhamma Pitaka (Cesto da Metafísica), contêm a Teologia Budista.

O Budismo começou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulmana no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmá, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Tibetano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3,500 imagens de Buda.


Teologia do Budismo

A divindade: não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.

Antropologia: o homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.

Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos).

A alma do homem: a reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.

O caminho: o impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

Posição ética: existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:

  1.     proibição de matar
  2.     proibição de roubar
  3.     proibição de ter relações sexuais ilícitas
  4.     proibição do falso testemunho
  5.     proibição do uso de drogas e álcool


No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.

Ao longo de sua existência, a milenar filosofia do budismo se dividiu, se modernizou e se adaptou às novas necessidades que apareciam diante dos homens. Nesse processo, surgiram novas interpretações de antigos ensinamentos e, consequentemente, novas vertentes da religião. Muitos fundamentos primordiais do budismo, como a crença em um ciclo de renascimentos e as noções de dharma e karma, são comuns a todas as escolas. No entanto, alguns conceitos apresentam profundas variações de vertente para vertente. A seguir, você encontra a descrição de cada um dos principais ramos do budismo, selecionadas para que você conheça as diferenças entre eles descubra qual tem mais a ver com você.


Theravada, a escola clássica

Considerada a vertente mais conservadora do budismo, a Theravada se recusa a mudar qualquer ensinamento que tenha sido transmitido por Buda, mantendo-se fiel às suas lições por mais de dois mil anos. É a escola mais antiga que existe e, não por acaso, seu nome significa “doutrina dos anciões”. Ainda hoje, todos os textos utilizados por seus adeptos são escritos em pali, o idioma usado pelo mestre em seus discursos e ensinamentos. Para os Theravadins, somente indivíduos “dignos” e “puros”, ou seja, aqueles cujas mentes estejam livres de contaminação, são capazes de atingir o nirvana. É difundida, principalmente, no Sri Lanka, Myanmar, Camboja, Tailândia e Laos.

Mahayana, a primeira vertente

Passados mais de quatro mil anos do surgimento do budismo, a necessidade de adaptá-lo às novas necessidades do homem deu origem à escola Mahayana. Conhecida por se preocupar com o próximo, tem como maior objetivo a salvação da humanidade. Exatamente por isso, seu nome significa “grande veículo”. Ao contrário das escolas conservadoras, na Mahayana acredita-se que podem existir vários Budas (seres iluminados) ao mesmo tempo. Atualmente, a vertente apresenta duas subdivisões: Escola Zen, que dá extrema importância à prática meditativa, e Escola Terra Pura, cuja prática de devoção é dirigida ao Buda da Luz Infinita. Ambas são bastante populares no extremo oriente, em países como China, Coréia e Japão.

Vajrayana, a mais recente

Originada a partir do budismo Mahayana, a essência de Vajrayana é o reconhecimento de que todo e qualquer ser humano pode atingir o estágio budíco (tornar-se Buda) e entrar em comunhão total com a perfeição que há na natureza. Seu nome quer dizer “Veículo do Diamante”, mas essa vertente também é conhecida como Tantrayana (Veículo do Tantra) e Mantrayana (Veículo do Mantra). Muito difundida no Tibet, Nepal, Butão, Mongólia e norte da Índia, possui diversas subdivisões, entre elas o budismo tibetano, que ainda é dividido em quatro escolas: Nyingma (A Escola Antiga), Kagyu (Transmissão Oral), Gelug (Terra de Cor Cinza) e Sakya (Virtuosos).


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