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sábado, 3 de janeiro de 2015

O Amor e o Budismo


Amor é uma palavra que não se encontra muito nos textos budistas. O amor (compaixão) sobre o qual falam, não é uma emoção, pelo menos não do tipo que estamos acostumados. Certamente não é o que
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mantra da Prosperidade



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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Alaya Vijana nas palavras do monge Genshô Sensei



Introduzindo: A consciência de Alaya é a origem de todas as existências. Há olho e a função do olho, e eles surgiram da consciência de Alaya. E não somente isso, mas esse corpo, esse ambiente, a natureza, a casa, a
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sábado, 20 de dezembro de 2014

Prece para Despertar - Budismo



Ó grande e compassivo Buda!
Hoje é o começo de um novo dia!
Diz-se que “o amanhecer é a melhor hora do dia”.

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terça-feira, 13 de março de 2012

Oração no Budismo, por Thich Nhat Hanh


No Budismo, há uma frase "recitando o sutra." Um sutra é um ensinamento do Buda. Algumas vezes nós cantamos sozinhos, às vezes com uma comunidade de praticantes chamada Sangha. Algumas vezes nós recitamos silenciosamente em nosso coração, às vezes para fora. Às vezes nós recitamos com a energia de plena consciência, fé, e compaixão. Às vezes nós recitamos como um papagaio, atento ao som mas sem prestar nossa atenção ao significado das palavras. 
 
Por que nós cantamos sutras? Primeiro para estar em contato com os ensinamentos que o Buda nos deu, estar em contato com o entendimento do Buda. Também recitando nos dá uma oportunidade para regar as sementes do que é bonito, bom, e fresco em nossa própria consciência. 
 
Nós deveríamos recitar o sutra como uma oração? Se nós entendermos a palavra "oração" em seu significado profundo, isto é, oração sendo baseada em nossa prática de plena consciência, e concentração, nós poderíamos dizer que recitar o sutra também é oração.
 
Além de recitar os sutras, budistas têm também cantos que podem parecer muito com oração. (…) Você poderia chamar este canto de um desejo. Mas o ato de recitar ou cantar ou rezar não é só um desejo vazio se atrás das palavras da oração há uma prática. No Budismo, esta prática é a prática de plena atenção e de manter a concentração nas palavras do sutra. As palavras da oração estão baseadas na força que nós temos em nós mesmos. Quando nós não tivermos a força da prática em nós, então há pouca ou nenhuma força de fora que pode vir para nós. 
 
No canto, "Oferecendo o Mérito para Acabar com Obstáculos do Karma" nós recitamos estas linhas:
 
Nós juramos acabar com os três obstáculos e transformar as aflições. 
Nós juramos perceber a sabedoria que vê as coisas claramente como são. 
Que nosso desejo de acabar com estes obstáculos possa ser percebido universalmente. 
Por todas as gerações possa ser praticado o caminho de bodhisattva. 
 
Jurar acabar com obstáculos e transformar as aflições é um desejo. Nós trazemos este desejo e dirigimos isto para o Buda, assim ele pode nos ajudar a liberar de aflições e tomar consciência da sabedoria. Mas quando nós recitarmos estas linhas, nós não estamos entregando este desejo ao Buda. Nós estamos juntando nossas forças internas e estamos combinando isto com a força que existe fora de nós. 
 
O canto "Seu Discípulo Se curva em Respeito" simboliza o espírito da oração no Budismo. É uma oração que está baseada em nossa prática, e que depende da nossa própria força como também da força existente fora de nós. Nós sabemos que se a força dentro de nós não existir, então a força fora de nós também não existirá. Aqui é uma estrofe daquele canto: 
 
Seu discípulo para muitas vidas, muitas eras,
Foi pego nos obstáculos de karma, desejo, raiva, arrogância, ignorância, confusão, erros,
E hoje, graças a conhecer o Buda,reconheceu os seus enganos  
E sinceramente começa novamente. 
 
Estas palavras são um modo de olhar no espelho para entender a verdade sobre o que aconteceu conosco. O praticante está trazendo a luz de plena consciência para iluminar a própria situação. Cantando, vemos como no passado podemos ter sido inábeis. Por cantar, e graças à luz de compaixão do Buda, nós podemos ver aonde nós cometemos erros. Estamos determinados a não continuar agindo mais da mesma maneira. Nós juramos evitar ações não saudáveis, juramos fazer o que é saudável. Estas palavras nos lembram que nós, depois de aprender os ensinamentos do Buda, podemos aplicar esses ensinamentos em nossas próprias vidas. 
 
Aqui está outro canto que é uma oração tradicional no Vietnã conhecido por até mesmo crianças pequenas:
 
Confiando no favor do Buda
Cuja compaixão nos protegerá,
Nosso corpo possa não estar doente
E nossa mente não esteja aflita. 
 
Prática, como oração, é para os dois aspectos de vida, nosso corpo e nossa mente, estarem com boa saúde. Por que queremos que nosso corpo não esteja doente e nossa mente não esteja aflita? Não porque queremos correr atrás de nossos desejos sensuais, mas de forma que dia após dia possamos estar contentes praticando o Buddhadharma maravilhoso, e de forma que possamos estar rapidamente livres das amarras do nascimento e morte. Praticamos para que a querida mente tenha insights da verdadeira natureza de coisas e possa liberar todas as espécies de seres vivos. Este é nosso grande voto. 
 
Recentemente, uma praticante veio para Plum Village. Ela estava muito doente com câncer. Monja Chan Khong, um das monjas de Plum Village e uma amiga íntima de muitos anos, falou com esta praticante e descobriu que a avó e avô da mulher tinham vivido até as idades de noventa e quatro e noventa e cinco anos. Assim Monja Chan Khong sugeriu que ela rezasse aos seus avós. "Avô, avó, vem e me ajude". Nós rezamos assim porque em nossos próprios corpos estão os corpos de nossos avôs e avós. Nossos avós podem ter falecido, mas as células saudáveis deles ainda estão presentes em nós e nós podemos chamá-los a vir e nos ajudar. Quando nós chamarmos por nossos avós, vemos claramente que eles e nós somos um. 
 
Outra noite quando eu estava praticando meditação sentada, enviei minha energia a Irmã Darn Nguyen, uma monja que estava muito doente, em Hanói, no Vietnã. Quando nós praticarmos compaixão, quando nós meditarmos com nosso foco em compaixão, então nós praticamos amor. Esta transmissão de energia é uma forma de oração. Irmã Darn Nguyen desfrutou de uma recuperação notável; mas isso não é o único ponto. Quando nosso coração estiver cheio de amor, então nós estamos criando mais amor, paz, e alegria no mundo. 
 
Quando enviarmos a energia de amor e compaixão a outra pessoa, não importa se eles souberem que nós estamos enviando. A coisa importante é que a energia e o coração de amor estão presentes e estão sendo enviados ao mundo. Quando amor e compaixão estão presentes em nós, e os enviamos, então isso verdadeiramente é oração. 
 
Enviando amor, nós poderemos notar uma mudança em nosso próprio coração. Aquela oração começou a ter um resultado dentro de nós. Quando a Irmã Darn Nguyen estava aqui em Plum Village, as outras monjas tomaram conta dela e lhes deram muito amor. Todo aquele amor e energia ainda estão dentro dela e dentro de cada um de nós. Se nós voltarmos a nós mesmos e estivermos em contato com aquela energia, então teremos mais energia para curar o corpo e mente do outro. 
 
Às vezes nós rezamos para a saúde ou felicidade dos outros. Mas às vezes nós simplesmente rezamos para os outros mudarem. Havia uma mulher em Taipei que sofreu grandemente porque o marido dela jogava. Ela era uma budista e diariamente ela ia para o templo e rezava para que o marido deixasse de jogar. Diariamente a relação entre ela e o marido era de grande sofrimento. Ela sentia que estava labutando dia e noite para tomar conta da casa enquanto ele apenas perdia dinheiro e não tinha nenhuma consideração para a esposa e os filhos. Ela não estava pedindo dinheiro, sucesso, ou saúde. Ela apenas rezava para alguém vir e salvá-la de algum modo, persuadindo o marido a deixar de jogar. 
 
Mas se esta mulher continua simplesmente indo para o templo rezar para que o marido dela deixe de jogar, isso é oração efetiva? O budismo ensina que nós precisamos ter uma prática associada à nossa oração. Na oração tem que haver plena consciência, concentração, insight, bondade, e compaixão. Raiva culpa, ciúme, e despeito não são suficientes. Nós precisamos da energia de plena consciência, concentração, compreensão, e amor para colocar corrente elétrica no fio. Caso contrário, como as palavras de nossa oração podem alcançar as orelhas da pessoa para quem estamos rezando? Se a mulher pudesse ver que ela e o marido estão conectados fortemente um ao outro, e que as ações dela e dele são conectadas, ela poderia ter algum insight no problema que a incomoda. 
 
Como nós rezamos? Nós rezamos com nossa boca e nossos pensamentos, mas isso não é o bastante. Nós temos que rezar com nosso corpo, fala, e mente e com nossa vida diária. Com plena atenção, nosso corpo, fala, e mente podem se tornar um. No estado de unidade de corpo, fala, e mente, nós podemos produzir a energia de fé e amor necessária para mudar uma situação difícil. 
 
Oração efetiva é composta de muitos elementos, mas há dois que parecem ser os mais importantes. O primeiro é estabelecer uma relação entre nós mesmos e a pessoa para quem estamos rezando. É o equivalente a conectar um fio elétrico quando nós queremos nos comunicar através de telefone. 
 
Anteriormente, eu fiz a pergunta: Para quem rezamos? E eu respondi, o que reza e o que recebe a oração são duas realidades que não podem ser separadas uma da outra. Isto é básico no Budismo, e eu estou bastante seguro que em toda religião existem os que praticaram há muito tempo e têm esta compreensão. Eles podem ver que Deus está em nosso coração. Deus é nós e nós somos Deus. O gatha de visualização inteiro é assim: 
 
O que se reverencia e o que é reverenciado são ambos, por natureza, vazios. 
Então a comunicação entre eles é indizivelmente perfeita. 
 
O primeiro elemento de um método efetivo de oração é a comunicação entre nós mesmos e o ser para quem nós estamos rezando. Como somos interconectados com o ser que estamos rezando, nossa comunicação não é dependente do tempo ou espaço. Quando nós meditarmos, a comunicação é percebida imediatamente e nós estamos unidos. Nesse ponto, há eletricidade no arame. 
 
Nós sabemos que quando uma estação de televisão envia seu sinal até o satélite de telecomunicações e chega até nossa televisão, certo tempo é necessário para as ondas serem transmitidas pelo espaço. Mas a comunicação da oração existe completamente fora do espaço e tempo. Nós não precisamos de um satélite. Não temos que esperar um ou dois dias por um resultado; o resultado é imediato. Quando você fizer café instantâneo, embora você chame isto instante, você tem que ferver a água, precisa de tempo para fazer seu café. Só então você pode beber o café. Mas na oração, nós não precisamos esperar tempo algum, nem mesmo um momento. 
 
O segundo elemento que precisamos para a oração é energia. Nós já conectamos o fio do telefone, agora nós precisamos enviar uma corrente elétrica por ele. 
 
Na oração, a corrente elétrica é o amor, plena atenção, e concentração correta. Plena atenção é a real presença de nosso corpo e nossa mente. Nosso corpo e nossa mente são dirigidos para um ponto, o momento presente. Se isto estiver faltando, não somos capazes de rezar, não importa nossa fé. Se você não estiver presente, quem estará rezando? 
 
Para rezar efetivamente, nosso corpo e mente têm que morar pacificamente no momento presente. Quando você tiver em plena atenção, então você tem concentração. Esta é a condição que conduzirá a prajña, a palavra sânscrita para insight e sabedoria transcendente. Sem isso, nossa oração é só superstição.

(Do livro “The energy of prayer” – Thich Nhat Hanh)
Fonte
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quinta-feira, 1 de março de 2012

Prece ao Buda Amithaba


AH HO YE! A-we!
Na sagrada terra pura da Grande Bem-Aventurança
Reside o Guru Dharmakaya, Amitabha.
Olhe por mim — seu filho que reza a você — com sua sabedoria compassiva.
Conceda bençãos e transmissão de poder.
Este estado desperto que é radiância-vacuidade, livre de extremidades e centro,
Senhor, esta não é sua mente de sabedoria?
Esta natureza básica, originalmente livre de mudanças ou transferência,
Não é você, Luz Imutável?
Eu nunca estive separado disso nem por um instante.
Embora nunca tenha havido separação, ainda assim isso não foi reconhecido.
Agora, quando reconheço isso,
O Buda da Luz Sem Limites se perde.
A terra pura da Grande Bem-Aventurança desaparece.
A natureza não-nascida da mente está fluindo.
Há apenas a manifestação da bem-aventurança e estado desperto-vacuidade fluindo incessantemente.
Quaisquer experiências que surjam são o grande e ilimitado Dharmakaya emanando-se.
Se apegar a uma terra pura é o fenômeno da ilusão.
Nomear um Buda é a estreita passagem do apego.
Amitabha não está fora; olhe para dentro.
Descobrir que o Dharmakaya vem de mim mesmo é a grande satisfação.
Essa é a maravilha da tranquilidade incessante. E MA HO!

Dudjom Rinpoche (Tibete, 1904 – França, 1987)
“Manifestação sem fim da canção e dança das sublimes aspirações”
citado por Thinley Norbu Rinpoche (Tibete, 1931 ~)
“A Cascading Waterfall of Nectar”


Fonte: Samsara
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Budismo


Introdução ao Budismo

Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.

O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai, era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula.

História do Budismo

Aos 29 anos, resolveu sair de casa, e chocado com a doença, com a velhice e a com morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia.

Prática de Fé do Budismo

O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também creêm na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda:

A existência implica a dor -- O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos.

A origem da dor é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento.

O fim da dor -- só é possível com o fim do desejo.

A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos:

Compreensão correta: a pessoa deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.

Pensamento correto: A pessoa deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.

Linguagem correta: A pessoa não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.

Comportamento correto: A pessoa não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.

Modo de vida correto: O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém.

Esforço correto: A pessoa deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.

Desígnio correto: A pessoa deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.

Meditação correta: Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, a pessoa deve entrar nos quatro gráus da meditação, que são produzidos pela concentração.

Missões do Budismo

Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273 a.C., ficou tão impressionado com os ensinos de Buda, que enviou missionários para todo o subcontinente indiano, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Coréia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. A tradicional, ensinado na India, é chamado de Teravada.

O Budismo Teravada possui três grupos de escrituras consideradas sagradas, conhecidas como “Os Três Cestos” ou Tripitaka:

  •     O primeiro, Vinaya Pitaka (Cesto da Disciplina), contêm regras para a alta classe.
  •     O segundo, Sutta Pitaka (Cesto do Ensino), contêm os ensinos de Buda.
  •     O terceiro, Abidhamma Pitaka (Cesto da Metafísica), contêm a Teologia Budista.

O Budismo começou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulmana no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmá, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Tibetano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3,500 imagens de Buda.


Teologia do Budismo

A divindade: não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.

Antropologia: o homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.

Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos).

A alma do homem: a reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.

O caminho: o impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

Posição ética: existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:

  1.     proibição de matar
  2.     proibição de roubar
  3.     proibição de ter relações sexuais ilícitas
  4.     proibição do falso testemunho
  5.     proibição do uso de drogas e álcool


No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.

Ao longo de sua existência, a milenar filosofia do budismo se dividiu, se modernizou e se adaptou às novas necessidades que apareciam diante dos homens. Nesse processo, surgiram novas interpretações de antigos ensinamentos e, consequentemente, novas vertentes da religião. Muitos fundamentos primordiais do budismo, como a crença em um ciclo de renascimentos e as noções de dharma e karma, são comuns a todas as escolas. No entanto, alguns conceitos apresentam profundas variações de vertente para vertente. A seguir, você encontra a descrição de cada um dos principais ramos do budismo, selecionadas para que você conheça as diferenças entre eles descubra qual tem mais a ver com você.


Theravada, a escola clássica

Considerada a vertente mais conservadora do budismo, a Theravada se recusa a mudar qualquer ensinamento que tenha sido transmitido por Buda, mantendo-se fiel às suas lições por mais de dois mil anos. É a escola mais antiga que existe e, não por acaso, seu nome significa “doutrina dos anciões”. Ainda hoje, todos os textos utilizados por seus adeptos são escritos em pali, o idioma usado pelo mestre em seus discursos e ensinamentos. Para os Theravadins, somente indivíduos “dignos” e “puros”, ou seja, aqueles cujas mentes estejam livres de contaminação, são capazes de atingir o nirvana. É difundida, principalmente, no Sri Lanka, Myanmar, Camboja, Tailândia e Laos.

Mahayana, a primeira vertente

Passados mais de quatro mil anos do surgimento do budismo, a necessidade de adaptá-lo às novas necessidades do homem deu origem à escola Mahayana. Conhecida por se preocupar com o próximo, tem como maior objetivo a salvação da humanidade. Exatamente por isso, seu nome significa “grande veículo”. Ao contrário das escolas conservadoras, na Mahayana acredita-se que podem existir vários Budas (seres iluminados) ao mesmo tempo. Atualmente, a vertente apresenta duas subdivisões: Escola Zen, que dá extrema importância à prática meditativa, e Escola Terra Pura, cuja prática de devoção é dirigida ao Buda da Luz Infinita. Ambas são bastante populares no extremo oriente, em países como China, Coréia e Japão.

Vajrayana, a mais recente

Originada a partir do budismo Mahayana, a essência de Vajrayana é o reconhecimento de que todo e qualquer ser humano pode atingir o estágio budíco (tornar-se Buda) e entrar em comunhão total com a perfeição que há na natureza. Seu nome quer dizer “Veículo do Diamante”, mas essa vertente também é conhecida como Tantrayana (Veículo do Tantra) e Mantrayana (Veículo do Mantra). Muito difundida no Tibet, Nepal, Butão, Mongólia e norte da Índia, possui diversas subdivisões, entre elas o budismo tibetano, que ainda é dividido em quatro escolas: Nyingma (A Escola Antiga), Kagyu (Transmissão Oral), Gelug (Terra de Cor Cinza) e Sakya (Virtuosos).


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Senda Óctupla



A Nobre Senda Óctupla  é o conjunto de atitudes que levam à extinção completa do sofrimento. Estas atitudes são a sabedoria, a ética e a meditação — os três treinamentos superiores —, que servem respectivamente como antídotos para os três venenos — ignorância, desejo (apego) e ódio ou raiva (aversão).

Oito Caminhos Corretos (Hasshoudou) pregados por Buda que nos levam à extinção do sofrimento.

1) Entendimento correto    
(Shouken)
2) Julgamento correto    
(Shoushi)
3) Palavra correta    
(Shougo)
4) Ação correta    
(Shougou)
5) Modo de vida correto    
(Shoumyou)
6) Esforço correto    
(Shoushoudin)
7) Serenidade correta    
(Shounen)
8 ) A meditação correta    
(Shoudyou)


Explicando cada uma delas:

1) O entendimento correto significa entender cabalmente as quatro nobres verdades, acreditar piamente na lei da causa e efeito e não ser enganado pelas aparências e pelos desejos.

2) O julgamento correto é a resolução de não nutrir desejos, de não ser ganancioso, de não ser irritadiço e de não perpetrar atos nocivos.

3) A palavra correta significa evitar toda e qualquer palavra, tanto escrita como falada, que leve a falsidades, subentender-se inúteis, abusivas e ambíguas.

4) A ação correta significa não destruir vida alguma, tanto racional como irracional, não cometer crimes de espécie alguma, enfim, levar uma vida regrada.

5) O modo de vida correto compreende evitar vivência que compromete a idoneidade do ser humano ou modo de vida que possa envergonhá-lo.

6) O esforço correto é dar o melhor de si, sempre, com diligência, para a realização de boas e nobres ações.

7) Serenidade correta ou atenção correta, implica em manter a mente pura, atenta e serena.

8 ) A meditação correta significa manter a mente sempre correta e tranqüila, procurando, constantemente, compreender a essência dos fatos e das coisas.
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